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IA: o que vem por aí — e o que realmente importa nos próximos anos

 

Por Jeff, fundador da Jera

Se eu tivesse que resumir o momento atual da inteligência artificial em uma palavra, ela seria: expectativa.

Todo mundo está esperando alguma coisa da IA.
Que ela reduza custos.
Que acelere resultados.
Que tome decisões melhores.
Que resolva problemas antigos com soluções novas.

A verdade é que a IA já está fazendo tudo isso.
Mas não do jeito que muita gente imagina.

E é sobre isso que quero falar.

Não sobre o hype.
Mas sobre o que realmente vem por aí — entre 2026 e 2030 — quando a poeira baixar e a IA deixar de ser novidade para virar infraestrutura.

“Jeff, a IA vai substituir pessoas?”

Essa é a pergunta que mais escuto.
E a resposta curta é: não é assim que funciona.

A IA não está substituindo pessoas.
Ela está substituindo tarefas mal pensadas, processos ineficientes e decisões pouco informadas.

O que vejo acontecer nas empresas é outra coisa:
pessoas boas finalmente ganhando tempo para fazer o que sempre deveriam ter feito — pensar, criar, decidir melhor.

Quem encara a IA como ameaça normalmente está olhando para ela do ângulo errado.

De 2026 a 2030, a IA deixa de ser produto e vira camada

Hoje, muita empresa “usa IA” como se fosse uma ferramenta isolada.
Um chatbot aqui.
Uma automação ali.
Um experimento para dizer que está inovando.

Isso vai mudar rápido.

Nos próximos anos, a IA deixa de ser um recurso pontual e vira camada invisível da operação.
Ela estará integrada a sistemas, produtos, fluxos e decisões — quase como energia elétrica.

Você não vai mais perguntar “tem IA aqui?”.
Ela simplesmente estará lá.

E quem não tiver… vai sentir.

A grande virada: IA não é sobre resposta, é sobre contexto

Esse é um ponto que pouca gente está discutindo.

O valor real da IA não está em responder rápido.
Está em responder com contexto.

Até 2030, as soluções mais relevantes não serão as que “sabem tudo”, mas as que entendem:

  • o negócio,
  • o momento,
  • o histórico,
  • o impacto daquela decisão. 

IA boa não é a que impressiona.
É a que não atrapalha e ajuda silenciosamente a empresa a funcionar melhor.

Na Jera, sempre acreditamos que tecnologia precisa respeitar o contexto humano.
Com IA, isso fica ainda mais evidente.

A era da decisão assistida

Outra mudança importante:
a IA não vai tomar decisões sozinha na maior parte dos negócios B2B — e isso é bom.

O que está emergindo é o modelo de decisão assistida.

A IA:

  • organiza dados,
  • aponta cenários,
  • mostra riscos,
  • simula possibilidades. 

Quem decide continua sendo a pessoa.

Entre 2026 e 2030, as empresas mais maduras serão aquelas onde a IA amplia a inteligência humana, não as que tentam substituí-la.

Esse equilíbrio vai separar organizações eficientes de organizações realmente estratégicas.

IA vai padronizar tudo? Ou diferenciar mais ainda?

Essa é uma provocação interessante.

Muita gente acha que a IA vai deixar tudo igual.
Eu acredito no oposto.

Ferramentas genéricas tendem a gerar soluções genéricas.
Mas IA bem aplicada potencializa identidade, estratégia e diferencial competitivo.

O que muda não é a tecnologia em si.
É a pergunta que você faz para ela.

Empresas que entendem seu negócio profundamente vão usar IA para ficar ainda mais únicas.
As que não entendem vão usar do mesmo jeito que todo mundo — e obter os mesmos resultados.

O papel das pessoas vai mudar — e isso é inevitável

Entre 2026 e 2030, cargos vão mudar.
Rotinas vão desaparecer.
Novas responsabilidades vão surgir.

Mas o centro continua sendo humano.

O profissional valorizado será aquele que:

  • entende problemas complexos,
  • faz boas perguntas,
  • conecta tecnologia com estratégia,
  • e traduz soluções técnicas em impacto real. 

IA não elimina o humano.
Ela expõe quem realmente entende o que está fazendo.

E o que tudo isso tem a ver com a Jera?

Tem tudo a ver com a forma como enxergamos tecnologia.

Para nós, IA não é produto de prateleira.
É parte de uma solução maior, construída a partir do problema certo, no contexto certo.

A pergunta nunca foi “como usar IA?”.
Sempre foi:
“como criar soluções melhores, mais inteligentes e mais humanas?”

IA é só mais um capítulo dessa história.

O futuro não é espetacular. Ele é silencioso.

Essa talvez seja a reflexão mais importante.

A IA que vai transformar negócios de verdade não será a mais barulhenta.
Será a que:

  • reduz atrito,
  • melhora decisões,
  • organiza o caos,
  • e permite que as pessoas façam o melhor trabalho da vida delas. 

Entre 2026 e 2030, o diferencial não será “ter IA”.
Será saber conviver com ela de forma inteligente, ética e estratégica.

E isso, no fim, não é sobre tecnologia.
É sobre maturidade de negócio.